aceite bruxa, você é um monstro.
corpo, bruxaria e monstruosidade
De frente ao meu altar dos ancestrais, canto o nome de Daiana. Daiana foi uma grande amiga no ensino médio, uma das pessoas mais sensíveis e de coração mais puro que já conheci. Sempre me pedia para dançar para ela assistir, na época eu ainda era de uma companhia de dança. A música que queria me ver dançando era Cosmic Love da Florence + The Machine, uma música que me faz lembrar dela até hoje.
Daiana foi de uma família extremamente evangélica, sua mãe era bastante rígida com tudo isso, se não me engano, eram da congregação cristã. Mesmo com uma base familiar rígida religiosamente, Daiana nunca foi desrespeitosa comigo, havia curiosidade, mas também medo, sobre meu caminho mágico. Quando papéis voavam de uma das mesas ou quando a porta ou janelas batiam com a força do vento, Daiana sempre me olhava com os olhos escancarados, “para, por favor!” ela dizia, morrendo de medo. Quando os eventos eram seguidos, Daiana chegava a chorar de pavor, mas sempre ríamos no final.
Ela acreditava que de alguma maneira era eu quem produzia esses eventos. Como se a minha bruxaria ou simplesmente meu corpo faziam o mundo ao meu redor se comportar estranho. Ela está e não está errada, eu definitivamente não estava interessado em ficar fechando portas e janelas com a força da mente, mas o que importa aqui é a percepção que os outros têm do corpo da bruxa: um corpo estranho, que não habita o mundo humano mas também não habita o mundo dos mortos. Um corpo monstruoso.
Então uma estranha constatação assaltou-a. Este não é um ser humano. É alguém fingindo ser um ser humano. Era muito claro. Mas era também ridículo! Se ele não era um ser humano, que diabos era? Certamente não um fantasma ou espírito. Isso era óbvio.
- Acho que não sabemos o que é real ou não - dissera, sem querer - Se a gente olha para alguma coisa durante muito tempo, de repente essa coisa se torna monstruosa.
A Rainha dos Condenados, Anne Rice.
Pensar corpo e bruxaria faz parte da minha prática. No último texto, entrelacei minha vida artística com minha vida mágica, mostrando encruzilhadas entre teatro, rito e bruxaria. Quero poder escrever sobre dança ritual em algum momento também. Nesse, quero focar nessa ideia de bruxa como um corpo monstruoso. Esse é um tema que passa por muitos dos meus mundos, como alguém que ama tudo o que envolve o mundo do terror, é saboroso se ver como uma criatura que assombra o mundo. Como pesquisador e cientista social, esse foi o tema da minha primeira iniciação científica, deixarei o artigo no final se você deseja ler.
É preciso começar de um lugar simples e comum: a bruxa, assim como outros spirit workers, habitam um lugar estranho, um limiar entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. No caso da bruxa, isso é base de seu mito, que, diferente de médiuns, a bruxa ganha acesso ao mundo dos espíritos pois o próprio corpo dela já morreu. Morre em iniciações, tanto iniciações complexas abarcadas por alguma tradição de bruxaria como por iniciações dadas pelos próprios espíritos.
O corpo do monstro é o corpo de práticas proibidas. Como punição e também vigia, o monstro surge para delimitar as fronteiras daquilo que é possível. Ele demarca um espaço, que é tanto geográfico como também social e cultural. Não se pode atravessar a floresta. Não se pode ser sexualmente desviante. Não se pode chamar pelo nome do diabo. O corpo da bruxa é um corpo que exalta e enaltece práticas que são proibidas, que desafiam o status quo. O corpo do monstro é um corpo que também atrai, que também é erótico, que rompe com fronteiras estabelecidas socialmente entre o possível e o proibido (Salatim; Nogueira, 2026). Em nossos mitos, somos um corpo que ousa atravessar limites, por puro desejo, por pura vontade, coragem, medo, pavor, por não haver outra possibilidade a não ser essa. Alguns chamam isso de chamado, outros chamam isso de desejo. Há uma inevitabilidade no encontro da bruxa com o seu destino. Não há como ser outra coisa.
Como um corpo morto-vivo, o corpo da bruxa muda a realidade ao seu redor. Conectada aos mortos, a bruxa se liga diretamente ao submundo, sendo puxada para baixo muitas vezes através de sonhos, de transes, de saídas espontâneas do corpo. Uma bruxa com a atenção aberta e voltada para a Terra consegue, ela mesma, perceber os fluxos de força que vem dos mundos abaixo. É possível sentir em alguns momentos do ano os mortos com fome, a loucura invadindo a terra, os espíritos da família negra (referência as quatro famílias de espíritos) com fome, clamando por justiça. Se no nosso mundo existem aqueles que sustentam os céus para que ele não desabe sobre nossas cabeças, a bruxa é aquela que sustenta o submundo para que ele não suba para a Terra.
Assim foi o endemoninhado correndo pelo seu percurso, até que viu diante de si, tremulando entre as árvores, uma luz vermelha, como quando se ateia fogo aos troncos e galhos abatidos de uma clareira; as sinistras labaredas se elevando contra o céu na hora da meia-noite. Deteve-se, numa calmaria da tempestade que o impelira, e ouviu avolumar-se o que parecia ser um hino, ressoando solenemente à distância, engrossado por muitas vozes. Ele conhecia a canção; era entoada muitas vezes pelo coro no templo do povoado. Os versos extinguiram-se tristemente e foram prolongados por um coro, não de vozes humanas, mas de todos os sons da mata noturnal retumbando juntos em horrível harmonia. Goodman Brown gritou, mas seu grito se perdeu no grito do deserto e nem seu próprio ouvido o ouviu.
- O Jovem Goodman Brown, Nathaniel Hawthorne
Sustentando o submundo para que os mortos não abram fendas e saiam clamando por justiça e saciando sua fome, a bruxa se torna ela mesma parte dessa fenda. Se você passar um tempo do lado de uma bruxa, eventos podem acontecer. Isso não é mero acaso, é sua função mágica-monstruosa de seu corpo no mundo. Através da boca da bruxa, os mortos falam. Sua fome e sua sede podem ser saciadas. Espíritos se agitam. Objetos se movem. O tempo se fecha. Tempestades se formam. Ventos sopram diferente. Sonhos ganham força. Sorte é concedida. Azar também. Corpos são vampirizados e outros são seduzidos, tudo através de uma força inexplicável, antiga, que circula o corpo da bruxa.
O monstro retorna, mas no caso da bruxa, onde a morte não é literal, assim como no caso dos vampiros, seu retorno está intrinsecamente ligado ao seu processo transgressor, o de atravessar o próprio limiar. A bruxa atravessa, portanto, o limiar da própria pele, para vir a ser, para devir em sua monstruosidade. (Salatim; Nogueira, 2026)
Se a bruxa é um monstro, não acredito na bruxaria good vibes das redes sociais. Ela não passa de comércio, de algo momentâneo, de uma onda que vai persistir por uns 2 ou 3 anos na vida aquela pessoa, encantada com o que a bruxaria pode lhe oferecer mas indisposta a atravessar o caminho tortuoso que tanto comentamos. Um monstro surge quando uma categoria dada socialmente é rompida, como natureza-cultura, homem-mulher. Assumir a bruxaria é em parte, assumir uma quebra de uma estrutura poderosa que nos algema. Gosto de pensar que é por conta disso que a bruxaria sempre foi lar do queer, dos atípicos, dos sexualmente desviantes, dos freaks. Assumir a bruxaria é assumir a estranheza do corpo.
Feri me ensinou muito isso. Feri é um culto ao corpo e ao monstruoso em sua maior potência. Feri é uma magia esquisita. É lar de pessoas esquisitas. Aqui o estranho é honrado e nossos deuses são igualmente bizarros. Não são venerados, pois não somos ensinados a nos ajoelhar em devoção, preferimos dançar juntos, dançar com. Nossos deuses possuem bucetas e paus ao mesmo tempo, performam gêneros que nem existem, que não concebemos no espectro de masculino e feminino. É algo mais antigo, mais selvagem, mais perigoso e delicioso.
Me recordo a primeira vez que me chamei de bruxa para outra pessoa. No começo da minha prática, usava coisas como “sou pagão” ou “sou politeísta” para esconder uma marca ainda mais difícil de ser dita: sou uma bruxa. Para onde foi o medo? Para onde foi a dificuldade da língua rebater um R no céu da boca, dos lábios formarem um bico, do ar passar pelos pulmões e conseguir pronunciar “bruxa”? Se bruxaria é vendida como algo que se resume em contato com “a natureza” com o ciclo das coisas e com conexões com as fases da lua, realmente ficou fácil de se chamar de bruxa.
Quando ousei me chamar desse nome monstruoso pela primeira vez, algo mudou. Algumas pessoas dão risada, como se bruxaria não existisse num mundo secularizado. Outras arregalam os olhos. A grande maioria demonstra interesse e curiosidade, mas quando começo a falar sobre o meu caminho, a expressão muda. Bruxaria é boa somente até cruzar a esquina, depois disso é escuridão. Que bom que enxergamos no escuro.
É por isso que não acredito nessas ondas da internet. É por isso que não acredito que bruxaria é algo para as massas. Não acredito nesse número enorme de bruxas por aí. E não acredito justamente por conta do monstruoso e do grotesco. Não há como sustentar isso por muito tempo, se isso não for atravessado por um pertencimento visceral, que mora escondido dentro dos órgãos, que atravessa as três almas e que te conecta a forças tão antigas quanto o próprio tempo.
Meu pai morava com minha tia. Nessa época, a casa tinha 3 quartos, um para minha tia, um para meu pai e um para minha prima. Costumava dormir lá nos finais de semana, para ficar papeando com minha prima até poucas horas da noite - dormíamos cedo. Em uma dessas noites, minha madrasta desceu as escadas chorando, foi para o quintal fumar e não nos disse nada. No outro dia, sozinho no quarto do meu pai, vi um garoto. Ele estava perdido, dizia que havia perdido os pais, que não encontrava o caminho de volta. Sua imagem brotava na minha mente, apesar de não recordar direito, parecia um pré adolescente. Comecei a rezar, pedindo que os meus aliados pudessem levá-lo embora. Depois de um tempo o garoto sumiu.
Quando contei para a minha madrasta - ela era a mais aberta religiosamente - o choro voltou. Disse que desceu na noite anterior daquele jeito pois não conseguia dormir, imagens brotavam na cabeça dela: uma criança sem pais, ela perdendo seu filho, um garoto órfão andando sozinho. Quando ela contou para o meu pai, a reação foi outra.
Falaram que foi por minha culpa. Falaram que era o meu corpo que atraia os espíritos. Que isso só aconteceu porque eu estava indo com muita frequência para a casa dele. Fiquei mal por alguns dias. Em algum nível, eles estão certos. Isso de forma alguma ameniza a dor que as palavras causam, mas isso com o tempo tende a não te afetar tanto. Quando o corpo monstruoso é entendido, quando assumimos um lugar de bruxa no mundo, palavras como essas podem doer, mas não nos abrem feridas graves. Realmente, há espíritos pois há o meu corpo. Há coisas estranhas pois caminho por lugares estranhos. Há submundo pois há bruxa. Caminhe ao meu lado, se tem coragem.
Essa foi uma situação de milhares que já me ocorreram. Não falo nada isso como um lugar de passar pano para situações de discriminação religiosa, não me entendam mal! Falo isso num campo mitológico. Todo tipo de ato violento e de intolerância precisam ser combatidos. O que estava em jogo nessas situações iam além, minha família nunca me proibiu de frequentar lugares, nunca jogaram coisas do meu altar fora, com o tempo foram acostumando com a ideia. Pensando agora, foi mais difícil me aceitarem bruxa do que me aceitarem queer. O que estava em jogo nessa situação era como o meu corpo, simplesmente por existir, cria uma realidade diferente na cabeça das pessoas. Como o meu corpo, de uma bruxa-monstro, abre fendas no mundo.
Todas as bruxas que conheço experimentaram alguma situação parecida com a minha. Todas, sem exceção, possuem um nível de desconexão com o mundo. Muitas são isoladas, não possuem grandes círculos sociais. Muitas outras possuem pouquíssimos amigos, mas não frequentam lugares cheios de gente, não possuem uma vida social muito ativa. Em alguma medida, isso é um certo preço que pagamos pela bruxaria. E entenda, não estamos nesses lugares porque “somos esponjas energéticas e blá blá blá”, bruxas são talentosas com questões energéticas e uma multidão não seria problema. Não estamos nesses lugares por uma questão quase linguística. A língua que falamos é outra e essa, poucas entendem.
É uma bênção quando posso estar cercado das bruxas-monstro em algum lugar. Poder falar do seu mundo, da sua estranheza, sem nenhum julgamento, sem nenhuma curiosidade que te cansa de tanto explicar, sem nenhum tipo de climão que fica por ter falado algo que gere algum tipo de medo. Com as minhas, posso ser monstro a vontade.
Cheguei a uma clareira
Cheia de lamentos e gemidos
Um poço de lágrimas que nunca seca
As mulheres disseram: “Estávamos esperando
Esperando para te encontrar, é só uma questão de tempo”
Enfiei meus punhos no chão
E a Terra emitiu um som de gemido, oh, oh
Eu podia sentir algo estremecer
Cada vez mais fundoE encontrei todos os monstros, do bar à Broadway
E todas as suas ofertas violentas, eu simplesmente as rejeitei
E suas ameaças e suas promessas, elas não me assustam
Afinal, não há ninguém mais monstruoso do que eu
Do que eu.Witch Dance - Florence + The Machine
Um outro exemplo comum entre as bruxas ao meu redor é de que todas elas experimentaram pelo menos uma vez alguma situação esquisita em terreiros, sejam de umbanda, sejam de catimbó, isso pouco importa. Há um estranhamento em tudo, mas especialmente na relação dos espíritos com a bruxa. Algo que acontece com frequência são os espíritos acharem que a bruxa está carregada, com encosto, com egum, quando na realidade ela só está carregando seus mortos: aliados, ancestrais, deuses e guardiões em seu corpo. Mais uma vez o nosso caminho se distancia dos outros spirit workers, não somos vivos que recebem espíritos, somos mortas-vivas que caminham lado a lado com os mortos. Na adolescência, na minha passagem rápida pela umbanda, isso era muito claro, eu era chamado daquilo que eles nomeiam como “médium de transporte”, pois carregava todos os mortos da rua junto comigo e quando era possuído por eles, levava muito tempo para conseguir fazer o espírito sair.
Nesse terreiro, não contava as entidades que era bruxa, eu tinha medo de uma represália. Apesar disso, eles já sabiam. Um preto velho me disse que sabia que eu cultuava a Lua e a mulher que morava nela. Uma pombagira disse na minha cara que umbanda não é meu caminho pois o meu povo não entrava ali. Ela estava certa.
Um monstro, segundo Cohen (2000) nasce do rompimento das categorias, ele delimita espaços geográficos, além de vigiar fronteiras do que é possível e do que não é. Gil (2007) diz que um monstro nasce por conta de um excesso de realidade, como um rompimento com tudo aquilo que precisa ser rompido. Bruxas, lobisomens, vampiros, os três irmãos amaldiçoados compartilham características bastante similares e ao mesmo tempo muito diferente em suas mitologias, mas são todos corpos amaldiçoados. Todos eles carregam rompimentos sobre gênero e sexualidade.
A bruxa como monstro nasce de uma encruzilhada. Um corpo em relação com a terra. Nasce do rompimento da categoria natureza-cultura. A bruxa incorpora em seu corpo todo um ecossistema de seres vivos, animados ou inanimados. É no corpo da bruxa que a montanha ganha voz. Que o rio pode falar. Que os ventos sussurram profecias. É no corpo da bruxa que gênero é destruído - quando esse não é reforçado por grupos baseados no binarismo de gênero ocultista - é no corpo da bruxa que a sexualidade se perde. A bruxa é aquela que beija o cu do diabo, que se esfrega nua em madeiras com óleos alucinógenos, que vira bicho, pois não há como tamanha monstruosidade caber em um corpo humano, é preciso ser outra coisa. No corpo da bruxa, os mortos caminham na terra, as sombras da noite se dobram em sua passagem, os espectros se agitam. É no corpo da bruxa que a sorte de alguns são roubados, vampirizados. É no corpo da bruxa que alguns ao seu redor encontrarão bênçãos em seus caminhos.
Se chamar de bruxa, em alguma medida, é colocar um espelho inquebrável, espinhoso e sangrento de frente ao nosso rosto. Continuam a se chamar de bruxas aquelas que tem coragem de enfrentar o peso da palavra. O peso de um corpo lançado para fora do jogo, fora da estrutura. Um corpo que não é centro, mas se torna órbita de muitos. Continuam a se chamar de bruxas aquelas que sabem sustentar o submundo com seus pés. Lugar onde os mortos podem comer. Fonte de água cristalina para as bocas mais secas. E somente assim, com fogo em sua barriga, com espinhos em sua língua e com os olhos voltados para dentro, que podemos orgulhosamente repetir: sim, sou um monstro.
Mais uma vez sangro na floresta,
já sangrei tanto aqui
que as cabras deram leite
e as vacas prenhas tiveram filhotes
e o mel, as abelhas comeram.
Os cervos correram e saltaram,
e os lobos ficaram de espreita
esperando meu corpo padecer.
Carne macia e cheiro de sangue
foi levado pelo vento do leste por toda a floresta
anunciando o sacrifício.
A Rainha comandou uma procissão
de mortos, de animais, de árvores
na companhia dos bons vizinhos
que riam, dançavam e cantavam meu nome.
E meu sangue deu de comer a terra,
e a semente, e ao milho e aos legumes
e antes de fechar os olhos mais uma vez
me vi banquete do mundo.Naê Della’Parma Prieto Salatim, 05/02/2026
REFERÊNCIAS
Cohen, Jeffrey Jerome. A cultura dos monstros: sete teses. In: SILVA, Tomaz Tadeu da(org.). Pedagogia dos monstros: os prazeres e os perigos da confusão defronteiras. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. p. 25-60
Gil, José. Metafenomenologia da Monstruosidade: o devir-monstro. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (org.). Pedagogia dos monstros: os prazeres e os perigos da confusão defronteiras. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. p. 167-183.
PRIETO SALATIM, Naê Della’Parma; DE SOUZA NOGUEIRA, Paulo Augusto. No limiar da própria pele:: a bruxa como corpo monstruoso na obra de Robert Eggers. Religare, [S. l.], v. 23, n. 1, 2026. DOI: 10.22478/ufpb.1982-6605.2026v23n1.76685. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/religare/article/view/76685. Acesso em: 26 maio. 2026.



"O corpo da bruxa é um corpo que exalta e enaltece práticas que são proibidas, que desafiam o status quo." Sim! Afinal, a primeira definição da nossa bruxaria sempre foi diabólica. <3
Adorei o texto, intenso e provocativo. super me identifiquei com seus relatos. De fato concordo que a bruxaria ou o ser Bruxa é para poucos.